Bem vindo ao fruteiro e se por acaso me achar em algum verso despencando por aí, não morda forte que ainda que to amadurecendo

segunda-feira, 2 de março de 2009

...

Fugi com o silêncio, ainda não ouvi rumores de retorno....

sábado, 17 de janeiro de 2009

O dia Primeiro


No primeiro dia desse ano eu fui anfitriã de dois amigos que nunca me visitam, mas que muito estimo a presença. Contudo eles vieram atrás de outra mulher, a tratante da Daniela Mercury me furtou a atenção de dois homens de uma vez só.
Faz quase cinco anos que dia primeiro de janeiro é dia de Por-do-som no farol, show que Daniela faz com um repertório mais interessante pra mim e muitos do que nos seus shows corriqueiros. Esse ano ela homenageou Carmem Miranda e tudo correu muito bem com a participação da irmã dela Vânia Abreu, mas inegável o fôlego que ganhou aquilo tudo depois que a linda Mariene de Castro subiu no palco. Aquela mulher é pura Bahia no que canta, como dança, privilégio de quem vê. Meu, no caso.
E eu não resisti a me deleitar com a companhia dos dois rapazes, mesmo que só me fizessem companhia, mesmo que não parececem me acompanhar.
Olha que não quero enciumar minhas amigas, mas toda mulher que se encaixe no lado hetero da sociedade devia pelo menos se sentir aconchegada com homens em volta, eu me sinto assim.
Meu ano começou meio entre a sorte e o “eu” sortuda, o acaso sempre me soa pouco confiável, espero que não seja tudo como o começo. Espero não esperar tanto, não jogar tanto entre a sorte e o azar.

Discreto

O inquieto me bolinou
Diz que veio e ficou
Aquele que me ama
Prometeu que vai morar
Dentro de mim, no que der
Se tiver vaga é seu porto
Pareceu-me um salteador
Mas tão sossegado ele
Chegou do nada e ali ficou

Meu recesso

Desde que começou o ano que eu nada falei, fiquei um tanto muda e feliz, mas se me desculpar, prometo não me afastar tão longamente assim. Até que parei longos instantes pra tentar contar algo novo, soltar alguns versos, mas foi tudo em vão...
Incompletos pensamentos me deixaram na mão, logo eu que tenho um pavor tão grande de desistir, quase um mês em silêncio por aqui. Chega a ser triste, mas as vezes pensar em voz baixa é preciso

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz

Ultimo dia desse ano, um dia a mais e quase uma década passou. Quase uma vida, quase que vivi, já não podem dizer que sou tão jovem para amar, já cheguei na idade de morrer por amor, mas um ano que chega sem um ponto final para quase nada, sendo quase tudo no seu resumo culpa do amor, na sua falta os descabelados e cortadores de pulsos, no seu exagero os desentendidos do saber amar.
Esse ano passou, outros passaram e eu sempre desejarei a todos e a mim a paz de um amor seguro.
Obrigada aos leitores
Obrigada aos amigos
Obrigada aos que passaram e aos que deixaram rastros
Um abraço poético

"...o tempo é a insônia da eternidade..." (Mario Quintana)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Uma mulher de instintos

Maranhão, amiga de um amigo meu, cabocla forte, de língua e gestos tão pornográficos e carnais que por vezes a fazem devanear enquanto dança ou até enquanto parada belisca todos com os olhos que de tanto remelexo faíscam.
No dia em que a conheci foi um vuco-vuco só, estávamos lá na Mouraria eu e amigos, daí que me aparece à figura de longos cabelos de fogo com seu ar de quem está sempre indo e vindo de alguma orgia, a cada um, um boa noite e de repente como um estalo essa criatura me bitocou um beijo que quase afundo na cadeira de vergonha e se bem me lembro passei toda noite assim com a cabeça funda.
Depois meus amigos todos com mil desculpas na mão, com pena de mim, por que na mascote ninguém mexe! tadinha... Eu na minha tranquilidade cotidiana fingi que nem tinha me importado, que era bobagem, mas nem eu me convenci. Afinal nem era tão grande coisa, só me foi estranha demais.
Deixando de lado o dia do conhecimento, vou falar do dia de hoje que fui procurar pelos lados lá do Santo Antonio um palhaço e acabei na bela morada de meu querido Deni (um minuto de silêncio pelo templo que é aquela casa), que não se sabe por que só fui de conhecer hoje, novamente entre amigos encontrei por lá Maranhão que numa tarde só, sorriu, chorou, disse coisas tão bonitas, disse também coisas pra ninguém entender entre o rodar de sua saia de chita e sua cara pintada de batom.
No fim do dia todos nós brincavamos pela casa, cheios de penduricalhos. Entre todas as coisas do mundo as pessoas são meu maior fascínio e Maranhão é uma figura daquelas que se perde tempo pra entender e se desiste no final. Hoje ela própria me pediu desculpas pelo mal entendido da primeira vez que nos vimos e eu nem precisei fingir que nem ligava mais.
(faltou uma foto dela, mas depois eu coloco)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Agora meu breve aplauso a ele

O conto dos versos amarrados

Como me contaram um dia sobre uma donzela de trapos, que disseram ter adquirido seu titulo nobre de um certo cavalheiro, habitante de terras não tão longínquas e que desde então se vê devedora de altas dividas de tom poético com o mesmo.
Muitas vezes ouviram-se os ecos da promessa reforçada pela donzela, que desesperada perseguia mil palavras fugitivas, entres suas rimas desgastadas só se via aumentar seus débitos de outrora.
O vento trouxe um dia, noticias do nobre cavalheiro que prometia perdoa tal promessa, se a mesma fosse dobrada, o vento desvairado galopou de volta com a resposta merecida “Se assim me pedes, serei só versos”

Primeiro o mérito

Meu amigo, meu cavalheiro, o rapaz de nome suntuoso Caio Suzart Argolo, com seus cachos, com sua inquietude diante da mesmice, com seu vocabulário rebuscado, me escreveu uma crônica...


Crônica pra uma certa donzela‏


Nessa época de inclusão digital a singela garota também quis conquistar seu espaço. Por influência de suas não menos encantadoras amigas criou também seu fotoplusglogspace, mais um desses instrumentos que servem como fúteis medidores de popularidade.
Com uma escrita recheada de polissíndetos, hipérbatos e neologismos se achava a última bolacha do pacote, ao menos não pecava no vocabulário. Este último fato poderia atribuir-se às constantes leituras de best-sellers, cite-se entre esses as sagas memoráveis de meninos magos ou então aventuras de patricinhas que se atormentavam com suas vidas atribuladas repletas de questões existenciais como escolhas de cores de esmalte e modelos de vestido para seus bailes.
O número de visitantes não parava de crescer, incontáveis eram os comentários em fotos, daquelas que enchem os olhos. O mesmo não poderia se falar da qualidade dos textos, embora estivesse também repleto de elogios de no máximo 5 palavras, que poderiam indicar o quanto se havia lido de cada um, nenhuma sugestão ou opinião dos internautas. Isso não intrigava a menina, como qualquer outra de seu grupo, nesse universo digital, satisfazia-se com seus incríveis expoentes números.
Incauto navegante certo dia chega no endereço da mais popular garota de sua turma, ele, como leitor de obras de memoráveis romancistas como Victor Hugo, Edgar Allan Poe, Leon Tolstoi, Machado de Assis e similares, gostaria de saber o que se passava na mente de seu amor platônico, seu e de todos outros colegas de sala. Decepção maior não poderia haver. Um arremedo de palavras imersas num mar cor de rosa, em corações flores em total desordem.
Tal navegante não soube o que fazer diante de tamanha desilusão, qual seria o bálsamo pra tão profunda amargura? Não se sabe como, por meio de que benevolente influência, foi parar num certo blog, de uma certa donzela, que escrevia certas poesias, com certa harmonia e expressão, de modo tão arrebatador que revitalizaram o interesse literário virtual do rapaz.
É uma pena que não exista esse jovem, mas uma dádiva existir tal donzela, dotada de tamanho talento, que, espero eu, continue a ser lapidado, pois seu bálsamo funciona também em casos reais.

Um silêncio para dois


Discutir, amor
Só, sobre a sombra
Só se perto as faces
Deixa aos olhos a voz
Entre palavras cegas
Entre sorrisos mudos
Prefiro a pausa
Tão belas pausas
Quando o nós se entendi
E a boca da noite cala
Nesse, nosso, silêncio
Que tanto fala

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eu, que tambem, não gosto do Festival de verão

Continuando com meus desgostos que sem querer são tantos, vou pagar a língua esse ano por que vou à mistura mais mal feita do verão soteropolitano, segundo meus próprios conceitos musicais claro, pra tudo a quem goste e do Festival de Verão o que não faltam são apreciadores.
Gosto de algumas atrações, mas prefiro me permitir esperar por um show fora do festival, não nego que já fui dois anos seguidos ao evento pra ver o show do Rappa.
Minha birra é que não concordo nem um pouco com a grade de atrações e o modo como é distribuída, até os ecléticos seguem alguma onda, não se pode pedir que os fãs de “Psirico” gostem tanto do som da “Alanis Morissete”, suspeito que até o ouvido mais bruto tem peneira.
Alanis Morissete afinal é meu motivo de ir feliz e contente pra o Parque de Exposições dia 31 de janeiro, mesmo não sendo fã declarada, mesmo misturada aos milhares de fãs de "Vitor e Leo"(agentes de uma febre sertaneja romantica impiedosa)... Mesmo assim é um show imperdível!
( gosto dela agora, mas gosto mais da imagem rebelde do começo da carreira)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O cabelo que falta

Hoje no Programa do Jô uma moça sem cabelos foi questionada por onde andam se não em suas raízes, o porquê de não os ter ou não os querer. A moça de rosto tão belo quanto forte responde quase assim “Eu queria ficar invisível”. Achei tão bonito isso.

Olhar

Sua face é estampa
Das flores na sacada
Da cor da tua boca
Esse meu teto de amor
Na minha janela
Teu corpo descansa
Sob olhares intrusos
Do meu corpo ansioso

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu que não gosto do Noel


É dezembro e as luzes já estão acesas piscando, cantando, fazendo malabarismo, dançando o creu... Por que desde pequena que eu observo a evolução dos pisca-piscas, um ano apareceram coloridas, depois começaram a fazer dança sincronizada, como já faz tempo que eu não monto uma arvore de natal, nem imagino o que elas são capazes agora. Já fiz muita árvore de galho e algodão, já cantei muito em corais natalinos, mas não era eu, era uma criança e ela gostava do Natal.
Mas nem a criança nem a moça gostam do Papai Noel, por que nem chaminé eu tinha e nunca fui de pedir nada a estranhos, quanto mais velhos barbudos com um saco nas costas, vai que ele carregava criancinha.
Sempre fui bem chegada a asilos e longas conversas com idosos e esse povo todo da terceira, quarta e quinta idade, tenho uma grandessíssima amiga que deve passar lá dos 70, mas somos duas garotas com um copo cheio e um sorriso no rosto. Isso só pra dizer que meu desgosto não tem nada haver com o tamanho da barba.
Minha família não se reúne no Natal, eu não vou mais a missa, como são chatas aquelas canções e até hoje nunca senti esse tal desse espírito, que deixa todos tão bonzinhos, escrever cartões sempre foi uma duríssima tarefa que acabava resultando em “Felicidades”, “Tudo de bom sempre”, blá blá blá...
Esse tal de Noel sempre me foi suspeito nunca soube pra que tanta pança e aquela barba tão grande, que bicho se esconde ali???

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ta chovendo agora

Por que o medo da chuva?
se ela só faz molhar
meu medo é que a chuva aumente
e se ela não passar...

sábado, 29 de novembro de 2008

*

"hoje chorei por que queria escrever, mas perdi a voz..."